Gestão de riscos na logística: o que eu preciso saber?

A gestão de riscos no transporte de cargas é muito importante para manter qualquer empresa funcionando, já que a ineficiência logística causa diversos transtornos, como possíveis ações judiciais, apreensões de mercadorias, perda de receita e reclamações de clientes, inviabilizando toda a estrutura operacional do negócio.

Os desafios são diversos e entre eles está o roubo de mercadorias. Para evitar essa situação e outras ocorrências, é preciso preparar-se a fim de fazer o gerenciamento desses riscos.

A gestão de riscos na atividade logística deve atuar para diminuir os sinistros em relação à distribuição do transporte, ao armazenamento e estocagem, proporcionando uma visão organizacional que favoreça o desempenho da empresa.

O gerenciamento de riscos também possui como um dos objetivos principais reduzir o tempo entre o pedido, a produção e a demanda, de modo que o cliente receba seus produtos ou serviços no momento que desejar.

Esse objetivo somente é alcançado com uma gestão eficiente e, para que se possa atender às necessidades administrativas e operacionais, é fundamental fazer investimentos que vão além das questões de estrutura. É preciso apostar em sistemas informatizados, controle de acesso e em diversos setores e serviços que envolvem o gerenciamento de risco.

Neste conteúdo, você vai aprender sobre os riscos no transporte de cargas, o que é gestão de risco e sua importância. Além disso, verá como ser eficiente no gerenciamento de cargas, como fazer um planejamento para a gestão de risco e o que é automação de gestão de risco. Acompanhe!

1. Quais são os principais riscos no transporte de cargas?

Além da negligência, imperícia e imprudência, podemos elencar como riscos na gestão logística o roubo de cargas, risco de extravios, avarias ou multas e risco de falência da transportadora. Separamos para você o que significa cada um desses riscos.

1.1 Risco de roubo de carga

Segundo informações do Portal Transporta Brasil, a logística brasileira perde mais de R$ 170 milhões todos os anos devido ao roubo de cargas. Essa prática é realizada por quadrilhas bem preparadas, que conseguem passar despercebidas pelos sistemas de monitoramento.

Estatísticas mostram que, somente no estado do Rio de Janeiro, as notificações de roubo de cargas cresceram impressionantes 240% entre 2006 e 2016.  Em 2015 foram amargados prejuízos superiores a R$ 1,2 bilhão referentes a roubos de cargas no país. Informações da consultoria FreightWatch International revelam que 55% das cargas afanadas no Brasil não são recuperadas.

Por essa razão, é extremamente recomendável que você contrate transportadoras que tenham uma boa reputação no mercado, além de se assegurar que as taxas de seguro de carga foram efetuadas em dia.

1.2 Riscos de extravios, avarias ou multas

Garantir a integridade da carga é sempre uma preocupação na hora de contratar uma transportadora. A mercadoria precisa chegar ao seu destino em condições perfeitas de armazenagem e comercialização.

Se as cargas que você despacha forem de grande volume e valor, talvez um erro na contratação da transportadora possa render resultados negativos, demissões e, até mesmo, reestruturações forçadas.

É importante sempre verificar o know-how da transportadora na movimentação das cargas, já que uma má gestão das transportadoras pode causar eventuais multas e interceptações do veículo pela Polícia Rodoviária Federal. Isso por causa da ausência de documentos exigidos no transporte de cargas (como Documento Auxiliar do Manifesto Eletrônico-DAMDFE  e Documento Auxiliar do CTe–DACTE).

1.3 Riscos de falência da transportadora

Uma pesquisa realizada em 2017 pela Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) indicou uma defasagem expressiva do valor do frete no Brasil (24,83% na carga lotação e 11,77% na carga fracionada). Isso para as transportadoras representa um grande abalo na saúde financeira dessas empresas.

A questão é que, no auge da crise econômica brasileira, não existe espaço para aumento de valor do frete, fato que obriga diversas transportadoras a absorverem os prejuízos.

Contudo, em algumas situações, isso costuma resultar no fechamento e decretação de falência de muitas, culminando em abandono da carga e prejuízos para os clientes. Além disso, de acordo com pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT), 65,4% das transportadoras estão com caminhões parados no país.

Frota ociosa acarreta custos com manutenção, despesas com licenciamento, prejuízos com depreciação e nenhum retorno financeiro em contrapartida. Essa situação pode dar início a uma crise para o mercado logístico, reforçando que é preciso incluir na gestão de riscos a exigência de que as transportadoras demonstrem transparência em seus resultados financeiros.

Agora que você já sabe quais são os principais riscos no transporte de cargas, é hora de entender o que é gestão de riscos na logística. Continue a leitura!

2. O que é gestão de riscos na logística?

As empresas, seja qual for o segmento de atuação, estão em constante transformação e movimento, e no decorrer dos últimos anos, as novas tecnologias proporcionaram novos desafios, além de inovação. A gestão de riscos perpassa por esse ambiente mutante e tecnológico. Mas, o que é gestão de risco, afinal?

De acordo com a ISO 9001:2015, o risco pode ser visto como o efeito da falta de certeza nos objetivos, sendo eles negativos ou positivos. A gestão de risco é uma designação utilizada como definição para um grupo de atividades e ações estratégicas, como para administrar, identificar, conduzir e prevenir riscos relacionados a uma determinada tarefa ou ramo de atividade.

Também podemos conceituar a gestão de riscos como sendo um procedimento que consiste em organizar, planejar e controlar vários fatores, na busca por diminuir os diversos efeitos que possam causar prejuízos para as empresas.

Se aplicarmos a gestão de risco somente para o transporte de cargas, poderemos afirmar que é uma atividade que engloba toda a cadeia de movimentação, distribuição, transporte e armazenamento de cargas.

Analisando o cenário, podemos perceber diante das estatísticas que, somente em 2015, foram registrados mais 8.490 casos de roubo de cargas apenas no estado de São Paulo, e essa informação do Setcesp reforça a necessidade de ter uma gestão de riscos para elevar o nível de segurança nas transportadoras.

Assim, o gerenciamento de riscos no Transporte Rodoviário de Cargas é uma das ações preventivas que colaboram para agregar valor aos processos logísticos das empresas contratantes e das transportadoras.

E, além disso, a gestão de risco torna possível que a transportadora trabalhe de maneira preventiva no mercado, eliminando perdas tanto materiais quanto humanas.

Veja medidas simples que podem diminuir o risco no transporte:

  • estipular locais de parada e abastecimento, pernoite e descanso;
  • ter rotas bem definidas;
  • capacitação dos trabalhadores envolvidos nos processos logísticos;
  • aproveitar os avanços da relação entre tecnologia e logística para ajudar no monitoramento e estratégia de gestão de risco, pois controles manuais nesse quesito são muito falhos.

Ao conhecer os riscos logísticos envolvendo o transporte de cargas e tendo noção de como aplicá-los, você garante mais segurança para os envolvidos nos processos e ainda evita prejuízos para o seu negócio.

Outras vantagens aderentes à gestão de riscos são:

  • alinhamento dos riscos às estratégias empresariais;
  • fortalecimento das tomadas de decisão sobre os riscos;
  • otimização do capital;
  • gestão e identificação dos riscos;
  • bom aproveitamento das oportunidades.

A gestão de riscos ainda garante que, analisando as particularidades de cada lote, seja possível estabelecer normas de deslocamento para que as cargas passem por toda a operação de forma segura.

Sem esse procedimento, mercadorias podem ser carregadas sem boas condições de armazenagem ou segurança, e os caminhões podem ter capacidade superada e, com isso, apresentar seu desempenho comprometido. Isso vai acarretar também mais desgaste e consumo de combustível.

3. Qual a importância da gestão de riscos no transporte de cargas?

Com o crescimento da demanda por transporte rodoviário de carga, aumentam os desafios para evitar prejuízos e avarias. Nesse sentido, a gestão de risco de cargas é fundamental para resguardar os negócios envolvidos na operação logística.

Diante do cenário econômico que o Brasil vive atualmente, e a realidade dos roubos de carga, são várias as normas e procedimentos que devem ser adotados para evitar sinistros envolvendo o transporte rodoviário.

Cyro Buonavoglia, presidente da Gristec, reforça que a gestão de riscos tem início no momento em que se contrata o frete, passando pela seleção dos funcionários, e somente tem fim com a entrega da carga até o seu destino.

3.1 Riscos para cargas

Mercadorias diferentes podem ser transportadas em diversas embalagens, com variados pesos e outras características. Devido a esses fatores específicos, demandam veículos com as características que possam suprir tais necessidades, como manuseio, forma de armazenamento e duração de tempo do transporte.

Não gerenciar corretamente essas questões pode trazer como consequência produtos depreciados durante o trajeto e danos a itens da carga durante o deslocamento.

Além disso, os documentos corretos de cada lote são muito importantes e não oferecem margem para erros. Assim, não ter um gerenciamento de riscos de excelência pode gerar multas do Fisco nas paradas obrigatórias e até interrupção do trajeto pelas autoridades, acarretando prejuízos para a transportadora e seu cliente, tornando grandes as chances de depreciação da carga.

Assim, a gestão de riscos é importante porque envolve todos os processos da logística: da produção à armazenagem e transporte. Essa gestão é fundamental para se evitarem perdas financeiras que comprometam a credibilidade da empresa e possam causar prejuízos a médio e longo prazos.

4. Como ser eficiente no gerenciamento de riscos?

Para ser eficiente no gerenciamento de riscos, é preciso identificá-los. Podemos dividi-los em quatro etapas:

  1. identificação dos riscos;
  2. análise dos riscos;
  3. avaliação dos riscos;
  4. tratamento para minimizar as possibilidades de acidentes e incidentes.

As etapas acima são feitas da seguinte maneira:

Você deve levar em consideração o valor da carga, as condições do percurso (e aqui entram índices de violência e qualidade das rodovias) para analisar e optar pela melhor transportadora.

A adesão e implementação das soluções tecnológicas e medidas preventivas podem diminuir os riscos identificados. Para isso, as melhores transportadoras de cargas costumam utilizar as seguintes ferramentas:

  • escolta, se preciso;
  • sistemas de rastreamento via GPS;
  • monitoramento da frota via sistema de câmeras embarcadas ou DVR veicular;
  • rotograma falado.

Não são atividades simples, já que diversos fatores devem ser observados, como segurança, custos, monitoramento da equipe e do caminhão.

Portanto, trata-se de um processo que requer acompanhamento e muita dedicação, principalmente se levarmos em consideração amplas demandas. Por isso, as grandes empresas têm optado por investir em inovações tecnológicas para tornar mais fácil o trabalho do gerenciamento das operações.

Agora que você já sabe um pouco mais sobre eficiência no gerenciamento, está mais preparado para fazer um planejamento de gestão de riscos. Veja a seguir!

5. Afinal, como fazer um planejamento para gestão de riscos?

Todas as empresas precisam assegurar que sua mercadoria chegue ao destino e, por isso, é necessário muito planejamento e encontrar a melhor maneira de se proteger dos riscos.

O gerenciamento de riscos é útil para evitar uma série de circunstâncias que possam causar algum tipo de prejuízo, seja material ou humano, já que acidentes podem comprometer a vida da equipe de transportes.

Com a ajuda das ferramentas de gestão, é possível desenhar estratégias com os pontos críticos no transporte de cargas e fazer controles para evitá-los. Para fazer o planejamento de gestão de riscos, portanto, precisamos levar em consideração alguns fatores que seguem abaixo:

5.1 Perfil de risco do produto

Para calcular o risco da carga, é preciso conhecer a mercadoria. Produtos mais valiosos, como joias e celulares, possuem mais valor no mercado e são alvos das quadrilhas de roubo de cargas.

Combustíveis são os produtos mais roubados no país. Logo depois vêm alimentos, metais e materiais de construção. Essas mercadorias se configuram como alvos preferidos porque são mais fáceis de revender.

5.2 Perfil socioeconômico dos envolvidos no transporte

É preciso conhecer bem a reputação de todos os envolvidos no transporte, assim como ter seus documentos de identificação. Isso porque, infelizmente, é comum que o roubo de carga seja associado com dados fornecidos por pessoas de dentro da própria empresa.

Assim, é fundamental que todos os funcionários sejam cadastrados e possuam referências. Além do corpo de colaboradores, é necessário analisar dados da transportadora.

Empresas de transporte que têm altos índices de roubo podem ter deficiências operacionais que as levem a perder as cargas. É importante que todos os passos do transporte sejam pensados e ponderados.

5.3 Rastreabilidade da carga

Uma das maneiras de garantir a segurança nos transportes da carga é fazer o seu rastreio de forma correta, contando com a ajuda da tecnologia. Os veículos podem ser monitorados com sistemas de alarmes e rastreamento por satélite.

Tais recursos emitem alertas quando o veículo sai da rota ou estaciona de forma súbita. Isso é possível por meio de centrais de rastreamento.

Uma das vantagens da rastreabilidade é que a seguradora consegue ter mais controle sobre o trajeto e o veículo. Com isso, o preço do seguro tende a ficar mais barato.

5.4 Escolher a rota correta

Com a ajuda da internet, já é possível encontrar notícias sobre onde os roubos de carga acontecem com mais frequência e, dessa forma, escolher caminhos que são menos almejados pelos ladrões.

Se o investimento para fazer um desvio de rota for compensatório para o risco de ter a carga roubada, é possível optar por esse caminho. Evidentemente, não será viável fazer isso com todas as mercadorias, pois algumas necessitam chegar rápido a seus pontos de venda, que estão espalhados em várias regiões do Brasil.

Depois de analisar todas as circunstâncias, é possível criar uma estratégia ideal de gestão de riscos para a sua empresa. Quando a mercadoria transportada tem alto valor para os criminosos, é preciso pensar em soluções para mitigar os assaltos, como vimos no item 5.

Com uma gestão de riscos eficiente, é possível diminuir perdas causadas por roubos e reduzir custos com contratação de seguros de carga.  Além disso, as mercadorias da sua empresa chegarão ao destino dentro do prazo e sem passar por imprevistos.

6. O que é a automação na gestão de riscos e qual sua importância?

Se você ainda tem dúvida se a automação na gestão de riscos é importante, saiba que ela resolve praticamente todas as suas questões!

Desde a recepção do pedido até a entrega ao cliente, os processos logísticos ganham em agilidade, qualidade e produtividade, além de ser promovida a redução de custos. Assim, a automação colabora para um planejamento mais eficiente, acompanhamento preciso e organização dos processos, além de controle dos investimentos.

Os softwares disponíveis também tornam possível a troca eletrônica de informações. Isso facilita a transmissão de dados com os clientes e fornecedores, assegurando operações mais sincronizadas dentro da cadeia logística.

Com a automação, a organização poderá aproveitar funcionalidades específicas para melhorar a expedição das mercadorias, compras, vendas, faturamento, estoque de produtos, comissões e várias outras possibilidades.

Nesse cenário, os softwares integrados, como os ERP’s, melhoram a gestão das informações sobre os clientes e unem dados de todos os departamentos da empresa, sendo um recurso importante principalmente para o setor logístico.

A automação também está presente no uso de equipamentos mais avançados em modernas máquinas que contribuem para a otimização dos serviços desse setor. Na gestão de risco logístico, automatizar os processos também colabora para ampliar as oportunidades de ações possíveis a fim de aumentar as vendas.

A melhor eficiência possibilitada pela adoção de tecnologias apropriadas para a área de transporte viabiliza, além disso, a redução dos investimentos na linha de produção, interferindo de forma positiva na prestação do serviço e oferecendo muitos diferenciais para as empresas contratantes dos serviços logísticos.

Contando com a automação dos processos, é possível tomar decisões mais corretas em relação aos processos e até personalizar algumas etapas logísticas, fazendo um acompanhamento em tempo real.

Dessa forma, a produtividade aumenta de forma relevante, permitindo que tanto empresa contratante quanto transportadora tenham uma noção mais precisa de todas as despesas envolvidas no processo de transporte, incluindo investimentos com frete.

De acordo com a Confederação Nacional de Transporte (CNT), investir em ferramentas de automação é essencial para o padrão da qualidade dos serviços prestados pelas transportadoras.

A CNT defende que a qualidade dos sistemas de logística depende da tecnologia da informação, sendo que as ações automatizadas tornam possível que a execução do fluxo de cargas e os dados transmitidos pelo Suplly Chain (cadeia de suprimentos) ocorram com confiabilidade e agilidade, produzindo resultados positivos na rentabilidade de todos os envolvidos na logística.

7. Conclusão

O Brasil tem hoje 529 mil transportadoras regularizadas. Nesse cenário, evidenciamos muitas opções, mas poucas delas apresentam expertise suficiente para não comprometer a sustentabilidade de seus clientes.

Um estudo realizado em 2015 pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) revelou que 61% dos negócios de e-commerce possuem como principais questões os frequentes atrasos na entrega.

Apesar de não existir pesquisa sobre o assunto especificamente para a área de logística, é possível ter uma noção de que a situação de atraso na entrega de mercadorias são constantes no país. A questão é que uma operação logística de transporte eficiente envolve muito mais do que apenas ter veículos à disposição.

É necessário agilidade e eficiência, e isso requer investimentos em treinamento de pessoal para evitar as situações de negligência, imprudência e imperícia. Além disso, é preciso voltar o olhar para os sistemas de roteirização inteligente, soluções eletrônicas para cruzar tipos de carga, analisando capacidade dos veículos e rotas com rastreamento em tempo real.

Essas ferramentas otimizam  a qualidade e a eficiência nas entregas, e tornam os processos mais seguros. As transportadoras também precisam oferecer diferenciais para ter um processo mais efetivo, como logística reversa, entrega personalizada, entre outros.

Manter os serviços de uma transportadora que adota pouca tecnologia e alto índice de atrasos é dura: o Código de Defesa do Consumidor (CDC) rege que as falhas na prestação do serviço precisam ser indenizadas (e, conforme designação do STJ, o CDC se aplica nas relações entre empresas), o que aumenta o risco de sua organização arcar com a ineficiência da transportadora contratada.

O risco de roubo de carga, como vimos, é um fator que preocupa grande parte das transportadoras. É preciso se valer de estratégias, estudos e contar com o auxílio da tecnologia para diminuir esses ricos e conseguir ser mais competitivo, desde o início da cadeia de suprimentos até a chegada da carga no consumidor final.

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